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Poesia - A história do Santos em versos; 1967-1971

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As poesias a seguir são de 1967 a 1971!




1967
Dentre os torneios amistosos, Rubens Ulhôa Citra e da Guanabara. Acrescentando troféus valiosos. De ganhar títulos o Santos não para.

No Triangular de Florença, Á Fiorentina e á Roma enfrentou. E o Santos com categoria imensa, mais este torneio conquistou.

No Congo, troféu comemorativo, o Santos venceu a Seleção local. Presença de Pelé, momento festivo. Houve no país euforia sem igual.

O São Paulo na pele sentiu a força do temível Santos. Com um futebol nota mil. Pelé barbarizava em todos os cantos.

Pelé mata no peito a bola alçada. A seus pés caem dois beques com uma finta. Chuta no canto completando a jogada. Mais uma obra de arte, no gramado pinta.

A partir deste ano, a máquina santista, troca às peças mantendo a qualidade.
A hegemonia desta equipe jamais vista. Transformando o futebol em felicidade.

Cláudio depois Cejas defendendo o gol. Representavam segurança debaixo da baliza. Goleiros excepcionais que o Santos revelou. Honrando esta gloriosa camisa.

Laércio Milani, grande arqueiro. Jamais será esquecido. Sempre lutou como um guerreiro, aplaudido vencendo ou quando vencido.

Joel Camargo, chamado de açucareiro. Elegante, jogava com as mãos na cintura. Habilidade e talento juntos neste zagueiro. Que demonstrou raça e técnica pura.

Ramos Delgado, zagueiro duro, mas leal. A raça argentina no gramado. Em campo não fugia do pau. Honrou com galhardia o manto sagrado.

Djalma Dias, um grande zagueiro. Jogava de maneira refinada. Tinha um bote certeiro. Por ele não passava nada.

Carlos Alberto Torres, o capitão. Jogando na zaga ou na lateral direita. Um líder no Santos ou na Seleção.
Demonstrava garra e técnica perfeita.

Rildo foi um bom lateral. No Santos, muito competente Fez parte deste time sem igual. Deixando seu torcedor contente.

Clodoaldo Tavares Santana, o Corró, fantástico médio volante. Inteligência e habilidade como ele só. Em campo talentoso e vibrante.

O centroavante Toninho Guerreiro, Era um jogador raçudo e goleador. A grande área era seu terreiro. No Santos foi um grande vencedor.

Jonas Eduardo Américo, o Edu. Ponta habilidoso, rápido e driblador. Ajudou o Santos a vencer, de norte a sul. Transformou em vitórias, cada gota de suor.

O ponta esquerda Abel, Sucedeu Pepe com maestria. Fez com habilidade seu papel. Jogava sempre com prazer e alegria.

Na ponta direita jogava o grande Manoel Maria. Com habilidade driblava, fazendo do torcedor a alegria.

Zé Carlos, Vicente, Wilson, Brecha e Turcão, Buglê, Douglas, Negreiros, Jair da Costa, Orlando, também fizeram parte deste esquadrão. De muitos campeonatos saíram ganhando.

Edu avança e corta o adversário. Passe para Pelé, que sem na bola tocar, aplica no beque drible além do imaginário. Chute forte no canto para marcar.

Ano de conquistas internacionais. O campeonato Paulista não foi esquecido. O Santos era manchete nos jornais, admirado até pelo adversário vencido.

O Campeonato Paulista conquistado
de maneira irretocável.
Pelé foi artilheiro disparado.
O Santos continuava insuperável.

1968
O jogador Kaneko inventou lindo chapéu que encanta e humilha. Por cima do zagueiro a bola passou. Era a famosa carretilha.

Este lance foi complementado, com um toque de letra de Toninho. Com certeza um jogo pra ser saboreado, como se fosse um bom vinho.

A goleada mais expressiva:
Fez oito no Comercial.
O Santos mantinha sua aura altiva.
Venceu os três times da Capital.

Neste ano o tabu corintiano, foi por eles finalmente quebrado. No jogo de volta pelo alvinegro praiano outro tabu foi novamente começado.

No returno, devolveu o placar que tinha sofrido. Dois a zero, o Santos venceu. O rival, mais uma tinha perdido.

Colômbia, Chato Velásquez, o juiz, resolveu ao Rei Pelé expulsar. A torcida não aceitou esta decisão infeliz. Começou no gramado, objetos atirar.

Atendendo a pedidos, Pelé foi chamado; para que a violência não tivesse impulso. O rei do futebol voltou ao gramado. E o árbitro é que foi expulso.

Disputa da Recopa Sul-americana, pelo Santos também foi conquistada. Recopa Mundial, de forma soberana. O ápice de uma equipe consagrada.

Na Recopa, Racing e Peñarol, caíram diante do grande Santos. O maior time que jogou futebol, levando alegria aos quatro cantos.

Partidas de ida e volta disputadas entre os campeões do continente. Três vitórias foram conquistadas, levando o titulo facilmente.

Contra o Racing, dois a zero
Este foi o resultado findo.
Gol de Pelé, mas é de Edu que quero
falar de um gol lindo.

Na grande área do lado
Edu recebe belo passe.
Dribla um e o segundo foi fintado
chute rasteiro no canto com classe.

Contra o Peñarol, um tento
para vencer foi o suficiente.
Foi de Clodoaldo com talento.
Médio volante eficiente.

Jogando em Avellaneda,
Impôs seu futebol o clube brasileiro.
Buscando do adversário a vereda.
Gol de Negreiros e dois de Toninho Guerreiro.

Racing e Peñarol, último embate.
Resultado definiu o campeão.
Os dois times ficaram no empate,
e o Santos saiu pra comemoração.

Esta importante conquista
oferecia uma grande chance
para que a equipe santista
outro título tivesse alcance.

Enfrentaria no ano seguinte
a Internazionale pela Recopa Mundial.
O torcedor ao pé do rádio ouvinte
se deliciaria com exibição sem igual.

O Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Campeonato Brasileiro daquele ano. Na final uma partida assombrosa. Vitória do alvinegro praiano.

Torneio Roberto Gomes Pedrosa era o campeonato brasileiro. E o Santos, equipe maravilhosa, de novo conseguiu ser o primeiro.

De nove a dois ganhou do Bahia. Dois a zero no Cruzeiro de Tostão. Batendo os adversários, o Santos seguia, para do Brasil ser o campeão.

No jogo contra o Cruzeiro, Douglas driblou cinco, sozinho. O gol foi de Pelé o artilheiro. O segundo gol foi de Toninho.

Após campanha brilhante, quadrangular. Venceu Vasco, Palmeiras e Internacional. Mais uma taça de campeão foi levantar. Sagrou-se seis vezes campeão nacional.

Dois a um no Internacional. Estádio Olímpico, a disputa. E o Santos, time sensacional ganhou com talento e luta.

Foi três a zero no Palestra. O Santos venceu a Academia. O time parecia uma orquestra que estava afinada naquele dia.

Sem ângulo Edu chutou para marcar. Com lindo chute Edu faz o segundo. Toninho Guerreiro fechou o placar. Outra conquista do maior do mundo.

Dois a um no Vasco da Gama, jogo no Rio de Janeiro. De maior do mundo ainda era a fama, reinando no futebol brasileiro.

Os gols foram assinalados por Pelé e Toninho Guerreiro. Pelo torcedor foram aclamados, mesmo sendo no Rio de Janeiro.

Octogonal do Chile, Nicolau Moran. Torneio Paul Revere e da Amazônia. Em campos de terra ou no Maracanã, nos rivais o Santos causava insônia.

Ganhou de quatro da Tchecoslováquia.
Do Colo-Colo e Universidade Católica também.
Fez quatro no Vasas da Hungria,
Bateu a Alemanha Oriental como convém.

Em Buenos Aires, Pentagonal. Enfrentou uma a uma, cada equipe. Venceu a todas de forma magistral. O Santos não perdia o pique.

Venceu River Plate e Benfica.
Empate com Boca Juniors e Nacional.
Deixou sua galeria mais rica,
ao conquistar este torneio internacional.

Rainha da Inglaterra no País,
no Maracanã jogo de Seleções.
No estádio uma torcida feliz,
partida repleta de emoções.

Pelé e Gerson, principais estrelas.
Seleção Carioca contra Paulista.
A Rainha da Inglaterra queria vê-las,
principalmente o craque santista.

A seleção Paulista venceu.
Um dos gols por Pelé marcado.
Ao final, da soberana, Pelé recebeu
o troféu que por ele foi conquistado.

1969
Uma desumana guerra, entre países africanos ocorria, parou para ver o maior time da terra, O Santos de Pelé & Companhia.

Nigéria e Biafra, uma trégua, a paz, Para ver o Santos de Pelé jogar, Somente o futebol brasileiro, capaz, guerra estúpida conseguir parar.

A bandeira branca da paz veste onze guerreiros do gramado. Pelé com seu talento fez e faz da ousadia e da alegria o seu reinado.

O XV de Piracicaba novamente
pelo Santos foi goleado.
Na Vila Belmiro, o torcedor contente,
pelo belo futebol apresentado.

Toninho aproveita o cruzamento.
Chute de Clodoaldo desvia e entra.
Pelé de pênalti marca o tento.
Outro do Rei que pela área adentra.

Manoel Maria arranca pela lateral
por dois adversários, veloz, passa.
Entrou na área em diagonal
dribla e de mais um se desembaraça,
chute de esquerda e gol sensacional.

Para fechar a goleada
Pelé deixa Edu na cara do gol.
O ponta driblou o goleiro, que jogada
e com sutileza para as redes tocou.

Mesmo com os gols de Pelé, nem sempre o Santos vencia. Mas o importante mesmo é que cada gol revestia-se de poesia.

Pelé, este grande futebolista, Paulistão, Santos e Palmeiras, marca dois para a equipe santista, indo ao gol como flechas certeiras.

Passando entre dois rivais, Pelé, o supercampeão. Deixa o terceiro pra trás. Toca no canto com mansidão.
Busca a bola pois quer mais, mostrando para o gol sua vocação.

Pelé passa entre dois zagueiros, outro rival com um drible vence.
Toca no canto, sutil e rasteiro. Batendo a meta palmeirense.

Mesmo quando era derrotado, Pelé marcava gols de rara beleza. Deixando o adversário abismado, encantava com sua realeza.

Contra o time mosqueteiro, Pelé mostrou-se infernal. Pelé fez dois, Edu o terceiro, nesta vitória sensacional.

Um dos gols marcados por ele merece ser mencionado, O gol só podia ser dele, pela beleza do futebol jogado.

Pelé matou no peito a bola alçada, um toque, em dois beques deu lençol. Tornou a matar no peito, linda jogada chute no canto, eis a beleza do futebol...

Ou...
Bola alçada, Pelé mata no peito. Um toque, em dois beques um chapéu. Matou no peito, chute no canto direito. Lindo gol que merecia um troféu.

Linda tabela entre Edu e Pelé. Adivinha como terminou? O rei encheu o pé, marcando mais um lindo gol.

Pela esquerda, Edu fez um carnaval. Deixou dois adversários desnorteados. Chute sem ângulo em diagonal. Mais um, de tantos lindos gols marcados.

Três a zero no Palestra, Pelé e Edu, sensacionais. Cada jogo, uma festa. Mas o Santos queria mais.

Pelé marca em bela cabeçada. Edu finta dois, chute de canhota, é gol, Toninho faz o seu em confusa jogada. Três a zero no placar assinalou

Contra o São Paulo um empate para o Santos já bastava. Muito equilíbrio neste embate. E o tri campeonato conquistava.

Foi zero a zero no fim. O alvinegro saiu-se vencedor. Santos és o maior, enfim. Mostrando ao mundo seu valor.

Recopa Mundial do ano anterior, neste ano, foi decidida. Em qualquer país, seja onde for o Santos era a equipe a ser batida.

Recopa Mundial, em Milão disputada. Santos e Internazionale frente a frente. Toninho Guerreiro, a vitória foi selada. Outra taça conquistava novamente.

A partida foi muito disputada. O Santos se impondo com talento. Numa falta por Pelé cobrada. Toninho no rebote marca o tento.

Do segundo jogo não houve disputa. Os italianos temiam nova derrota.
O talento supera a força bruta,
e vir ao Brasil a equipe italiana não topa.
A poderosa Internazionale fugiu da luta, e o Santos conquistou a Recopa.

Como grande campeão aclamado, no Brasil onde o Santos era assunto. O avião voltou mais pesado, pois a taça com a equipe veio junto.

Conquistou a Taça de Prata Rivilla. Ser derrotado o Atlético de Madrid foi visto. Quadrangular de Cuiabá, o time da vila venceu, goleando o Dom Bosco e o Mixto.

Outro fato importante foi o milésimo gol de Pelé. Momento no futebol marcante; Por todos aplaudido de pé.

Santos fez alguns amistosos
pelo Nordeste do Brasil.
Para o torcedor, jogos preciosos.
Pelé próximo do gol mil.

Contra o Botafogo da Paraíba
Pelé deixou o seu guardado.
A torcida então vibra.
Será que o milésimo seria marcado?

Percebendo uma armação
para que saísse o milésimo gol.
Pelé mudou de posição.
Como goleiro ele jogou.

Pelé, exemplo de atleta.
Todos os fundamentos dominou.
acabou fechando a meta
Não levando nenhum gol.

No jogo contra o Bahia,
realizado em Salvador.
O que a torcida queria,
Que Pelé, de gol fosse marcador.

Pelé entra em diagonal
Driblou o beque e o goleiro.
Concluiu esta jogada sensacional,
salvou sobre a linha o zagueiro.

Aconteceu então o inesperado
Na bela cidade de Salvador.
O zagueiro foi vaiado
pelo seu próprio torcedor.

Dezenove de novembro foi o dia. Vasco e Santos, jogo histórico. Torcedores tomados de euforia Viveram um momento folclórico.

Toda a equipe santista procurava criar jogadas de gol. Para que Pelé, o principal artista, pudesse completar seu show.

Toques sutis por cobertura. Chutes que pararam no travessão. Pelé tentava, mas a essa altura, os vascaínos diziam: “Hoje não”.

O tempo passando, a hora avança. Persistia no placar a igualdade. Clodoaldo rouba a bola e lança. Pelé derrubado sofre a penalidade.

Apesar de toda revolta pelos vascaínos demonstrada. A marcação não teve volta e foi pelo árbitro confirmada.

No meio de campo, perfilados, estavam os jogadores do Santos. Chegou um dos momentos mais aguardados, visto, quem sabe por quantos?

Pelé correu e chutou á meia altura. No canto esquerdo, bateu colocado. Houve no estádio explosão de alegria pura. Andrada esmurrava o chão inconformado.

Tudo estava consumado. Pelé marcara o gol mil. Mérito deste atleta iluminado, jogando no melhor time do Brasil.

Pelé no fundo da rede,
dava na bola um beijo emocionado.
De fazer gols sempre tinha sede.
Por repórteres ali foi abordado.

Repórteres invadem o gramado, Para ouvir Pelé, o deus dos estádios. Delírio e euforia por todo lado, vistos na televisão, ouvidos nos rádios.

O jogo foi interrompido, para volta olímpica ser dada. Pelé por todo o estádio aplaudido, por esta marca conquistada.

A Seleção encontrava-se em desonra, os ingleses achando-se os maiorais, O Santos chamado pra resgatar a honra, mostrou um futebol que não era visto mais.

Despedida de Gilmar, o maior goleiro. O Brasil prestava-lhe esta homenagem. Jogando para vencer, o time brasileiro, mostrou muito talento e coragem.

Oito jogadores do Santos na Seleção, contra os ingleses, defendendo sua história, Quem assistiu viu um jogo cheio de emoção. Dois a um, da Sele-Santos foi à vitória.

Eliminatórias, a convocação. João Saldanha argumentou: “Vou formar a minha Seleção com os melhores”, assim afirmou.

Perguntou: “O melhor time do Brasil qual é”? “Aquele que bonito joga e tudo ganha”? “A base da Seleção será o Santos de Pelé, e estes jogadores, as Feras do Saldanha”.

Disputando a eliminatória, para a Copa, classificou-se a Seleção. E o Santos nessa história, teve fundamental participação.

Em jogo contra a Venezuela, Pelé marcou pela Seleção. Gol em jogada tão bela, após receber um passe de Tostão.

Pelé avança sem ser parado. Drible desconcertante acabou por dar. Após deixar o zagueiro desnorteado, chutou cruzado para marcar.

1970
Maracanã, Brasil e Argentina. Um a um, o jogo vai chegando ao final. Somente Pelé para sair da rotina e marcar um gol sensacional.

Na meia lua da grande área Pelé vai. De esquerda toca sutil por cobertura. Encobrindo Cejas a bola suavemente cai. Estava desenhada mais uma pintura.

O Rei Pelé e a Seleção Brasileira; Clodoaldo, Joel, Edu, Carlos Alberto. Lutando para ser de novo a primeira, Com certeza estava no caminho certo.

Tchecoslováquia, Romênia, Inglaterra, Peru, Uruguai, Itália na grande final. O Brasil de novo conquistou a terra, com um futebol belo e sobrenatural.

Na Copa de setenta o que se viu: Um Rei Pelé supremo e majestático. Tornando-se campeã a Seleção do Brasil graças a seu talento fantástico.

Os quase gols de Pelé serão para sempre lembrados, O chute do meio de campo é certamente um dos mais recordados.

Pelé mostra seu esmero. Chuta do meio campo para o gol. O goleiro Victor olha em desespero. A bola muito perto da trave passou.

O tiro de meta do goleiro, por Pelé, de primeira devolvido, a finta de corpo no arqueiro, fez Mazurkievisk ser iludido.

Pelé faz corta-luz inesperado após lindo passe de Tostão. Pega do outro lado, chute cruzado, bola pra fora, aplauso da multidão.

Pelé e a cabeçada perfeita, Banks, a defesa mais perfeita ainda. Toque de calcanhar, bela jogada feita, o talento do rei jamais finda.

Tchecoslováquia, a primeira partida. Gerson faz perfeito lançamento. Pelé mata no peito, pé direito na batida. Marcando este belo tento.

Contra a Romênia, jogo de aquário. Lento, vagaroso e pegado. Tostão de chilena, um visionário. Pelé, de carrinho o gol marcado.

Batendo falta, com efeito, o talento de Pelé brilha. Marcando de pé direito. O caminho da vitória trilha.

No gol contra o English Team, Pelé teve fundamental participação. Marcado por três rolou, e assim, Jairzinho domina e chuta forte então.

Contra o Uruguai, a semifinal, fantasma de cinquenta pairava no ar. A vitória da Seleção de maneira cabal serviu para este fantasma exorcizar.

O Uruguai saiu na frente. Tostão para Clodoaldo empatar. O Furacão Jairzinho rápido e eficiente. Rivelino marcou fechando o placar.

Pelé caçado e pisoteado, Em Matosas quis se desforrar. Correndo pela lateral, beque malvado, cotovelada do Rei acabou por levar.

Contra a Itália no primeiro gol. Rivelino cruza a bola dividida. Atrás do zagueiro Pelé saltou. Cabeçada impossível de ser defendida.

Terceiro gol, Gerson lança, Pelé de cabeça ajeita. Jairzinho, agarrado, alcança, chuta fraco e o goleiro aceita.

Quarto gol contra a Squadra Azurra, Clodoaldo fintou cinco e fez um carnaval. Passe de Pelé, Carlos Alberto fechou a surra, Completando esta goleada sem igual.

A Taça Jules Rimet levantada
pelo santista Carlos Alberto
era definitivamente conquistada
pelo Brasil isso era certo.

Mesmo sem o time titular, conquistou Taça Cidade de São Paulo foi campeão. Palmeiras, São Paulo e Corinthians jogou. Mostrou que ganhar é sua vocação.

Taça Cidade de São Paulo disputada
jogou com uma equipe mista.
A taça pelo Santos conquistada,
alegrando a torcida santista.

Principais jogadores do time peixeiro:
Pelé, Carlos Alberto, Clodoaldo,
Joel e Edu no Selecionado Brasileiro.
Conquista da Copa foi o saldo.

Enfrentou São Paulo e Portuguesa,
Corinthians e o Palmeiras.
Causando nos rivais, surpresa,
superou todas as barreiras.

Hexagonal do Chile, naturalmente saiu-se como o grande vencedor. De novo, neste torneio, pé quente. Mostrando todo seu valor.

Chile, no Torneio Hexagonal
marcou sete no América mexicano.
Tendo feito campanha excepcional,
sagrou-se campeão o alvinegro praiano.

Bateu equipes peruanas e chilenas
equipes argentinas e da Croácia.
As dificuldades não foram pequenas,
mas venceu com talento e audácia.

Troféu Toronto City Soccer e da Costa Rica. Troféu Cidade de Goiânia e Colosso da Lagoa. Troféu Embaixador do Brasil, com o Santos fica. Considerado o melhor não era à toa.

Troféu Toronto City Soccer Club disputado,
venceu por três a um a Inter de Milão.
Mais um torneio faturado,
e mais um título de campeão.

Contra Alajuense da Costa Rica
por quatro a três, a vitória.
Com troféu comemorativo tudo indica
segue de conquista a trajetória.

Troféu Cidade de Goiânia não perdoa,
foi três a um na equipe do Goiás.
Conquistou o Troféu Colosso da Lagoa,
o Santos sempre queria mais.

Conquistou duas taças festivas,
jogando na América do Norte.
Ganhou do Washington Darts e do Chivas.
Contra Chicago All Stars, foi mais forte.

Disputando amistosos no exterior
O Benfica de Hudson sofreu maior revés.
Jogando com talento e ardor.
O Santos ganhou de dez.

Santos ganhou de nove a um do Sergipe.
Fez oito no Astro Jetz Boston, onde fez escala.
Sete no Boston Star, mostrando sua estirpe.
Marcou seis no Comunicaciones da Guatemala.

1971
Contra o Oriente Petrolero
jogando um futebol fecundo.
Cartaz saudava o grande clube brasileiro:
"El mayor espetáculo del mundo".

Santos em demonstração artística,
mostrando o futebol bem jogado.
Com Pelé, máxima expressão futebolística,
além de Clodoaldo, Edu e Ramos Delgado.

Suriname, contra o Transvall,
pelo Santos milésima partida,
de Pelé o gênio sem igual.
O rei preparava sua despedida.

Jogando em Chicago,
Pelé arrancou da meia cancha,
dribla dois e na zaga fez estrago,
em velocidade deslancha,
marca e faz valer o ingresso pago.

Contra o América Mineiro,
Edu em linda jogada pessoal,
passa entre dois e finta o terceiro.
Chute cruzado e gol sensacional.

Em Kingston, triangular. Outra conquista internacional. Contra Jamaica precisou jogar, batendo o Chelsea na final.

Foi à despedida definitiva, de Pelé jogando na Seleção. Ele, verdadeira lenda viva, deixou um vazio na nação.

Em São Paulo, no Morumbi, marcou um belo gol. O rei encerrava ali pela Seleção seu show.

Cidade do Rio de Janeiro, Maracanã, última partida. Neste jogo derradeiro, chorou e emocionou a torcida.

A volta olímpica foi dada. Tanta emoção não se explica. Pelé chora e a torcida emocionada, em uníssono grita: “Fica, fica”.

Troféu Fita Azul do Futebol Brasileiro. Dezessete jogos invicto no exterior. Santos, do futebol bem jogado, és herdeiro, praticando este esporte com amor.


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