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Poesia - A história do Santos em versos; 1955-1960

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As poesias a seguir são de 1955 a 1960!


1955
Torneio Imprensa Peruana
Ganhou das equipes daquele País.
Venceu a Taça da Liga Arequipana.
O torcedor mostrava-se feliz.

Contra Deportivo Universitário,
Torneio amistoso conquista.
Formava-se aquele time extraordinário, que seria o grande esquadrão santista.

Taça Mayo Luis Guarmendia Bravo.
Quatro a zero no Deportivo Universitário.
Valorizando do torcedor cada centavo.
Mais uma conquista em seu anuário.

A Taça Cidade de Santos,
ganha contra o Jabaquara.
Títulos já eram tantos.
O time mostrava sua cara.

Nove a zero no Cienciano,
Sete a um no Jabaquara.
Corinthians levou quatro do alvinegro praiano.
Seis gols na Ponte Preta o Santos dispara.

Venceu o campeonato paulista. Manga, Del Vechio, Negri, Pagão. Era o inicio do domínio Santista. Que muitas vezes seria campeão.

Cinco a zero no Linense.
Do São Paulo ganhou duas vezes.
Bateu a equipe palmeirense.
Os times da capital viraram fregueses.

O jogo final disputado, contra o perigoso Taubaté. Álvaro e Pepe, tentos marcados. A torcida não perdia a fé.

O time que se tornou campeão: Manga, Hélvio, Formiga, Feijó e Ramiro Tite, Negri, Del Vechio, Urubatão. Pagão e Pepe no time de Vila Belmiro.

Paulo César Araujo
conhecido como Pagão.
abominava o jogo sujo.
Marcou gols em profusão.

Jogava com estilo.
Em campo, muita elegância.
A torcida que via aquilo,
de aplaudí-lo tinha ânsia.

Ao lado de Pelé e Pepe por sua vez,
mostrou ser jogador fantástico.
O que faziam esses três
jogavam um futebol plástico.

Apesar de ser franzino,
tinha muita mobilidade.
Ao lado de Pelé menino,
jogava com facilidade.

1956
Torneio Internacional Roberto Gomes Pedrosa.
Taça Independência e Fraternidade, campeão.
Torneio Morumbi-Mercosul equipe maravilhosa.
Também conquistou a Taça Sansão.

Conquistou a Taça Sansão.
No São Paulo, marcou seis.
No jogo em que foi campeão,
O Santos ganhou de três.

Na busca incessante pelo tento
no Linense, outra goleada de nove.
Ganhou de quatro do São Bento.
Conquista que á torcida comove.

A decisão do Campeonato Paulista. Santos e São Paulo, o clássico Sansão. Quatro a dois foi à vitória santista. Sagrando-se o grande bicampeão.

A conquista do bicampeonato. Mais importante, chegada de Pelé. Foi então que de fato. Este time encantou e deu olé.

Trazido por Waldemar de Brito, logo ganhou apelido de gasolina. Rápido e sabia jogar bonito. Com o time tinha uma sintonia fina.

Contra Corinthians de Santo André
Vitória de sete a um e a estreia
teve o primeiro gol de Pelé.
De seu talento já tiveram uma ideia.

Neste jogo estava em disputa
o Troféu Independência.
Primeiro gol, Pelé cutuca.
No ataque o Santos mostrou eficiência.

Jair da Rosa Pinto,
o Jajá da Barra Mansa,
com sua experiência e instinto
do santista estará sempre na lembrança.

Aliava a raça e técnica refinada.
Para Pelé foi um professor.
Muita categoria na passada.
Craque de grande valor.

O jogador Vasconcelos
Em uma dividida, a perna fratura.
Jogava futebol dos mais belos.
Titular da camisa dez aquela altura.

Pelé assumiu a titularidade.
Que por ele jamais foi perdida.
Destacou-se pela habilidade,
Gols que decidiam uma partida.

Conquistou o troféu Gazeta Esportiva. Como Taça dos Invictos era conhecida. Vinte cinco jogos a invencibilidade viva, A taça então lhe foi oferecida.

1957
Troféu dos Campeões Estaduais,
Equipe do Vasco da Gama foi batida.
Mas o Santos queria muito mais.
Venceu a Taça Cidade de Curitiba.

O Troféu chamado Vinho Castro,
Reunindo Campeão Paulista e Carioca.
Pelé ainda não era do time o astro,
mas boa impressão jogando provoca.

No Corinthians fez um gol.
Dois no Palmeiras, Coritiba, Botafogo e Sport de Recife.
Três tentos no XV de Jaú, Portuguesa e Taubaté marcou.
Quatro gols no Botafogo e América, mostrando sua grife.

Seis gols no XV de Piracicaba e Portuguesa.
O Corinthians tomou de cinco neste ano.
Três a dois no Benfica e uma certeza:
Formava um grande time o alvinegro praiano.

Sete no Londrina, Ponte Preta, Linense, Nacional e Fabril.
O Santos marcou oito no Guarani de uma vez.
Do Ypiranga, nove vezes a meta invadiu.
Dez gols no Nitroquímica o Santos fez.

1958
Pelé queria mostrar serviço,
enfrentando o América do Rio.
Grande espetáculo resultou disso,
o imenso público assistiu.

Nelson Rodrigues, dramaturgo e cronista,
Escreveu o que no Maracanã ele viu.
Pelé, envergando o manto santista,
á defesa americana destruiu.

Atuação de Pelé deixou a todos encantados.
Para se ter disso uma ideia,
três ou quatro marcadores eram driblados
deixando em desespero o goleiro Pompéia.

Passando pelos adversários como queria,
Que talento e habilidade naquele menino.
Na Copa Pelé mostraria,
que para jogar futebol tinha tino.

Pelé deixou a defesa do América indefesa,
marcando quatro gols sensacionais.
Estavam diante de um gênio tinham certeza.
Sua convocação foi pedida pelos jornais.

Venceu a Taça Café Cimo
além do Torneio Inicio Santista.
Taça A Tribuna recebeu como mimo.
Por ser a melhor equipe paulista.

O Santos e a nossa Seleção mostraram que futebol é alegria. Com Pelé, Pepe e Zito, campeão. Fez o País dançar e cair na folia.

Na Copa, o mundo descobriu Pelé. Coroado, do futebol o grande rei. O maior ele realmente é. Ainda hoje continua sendo, eu sei.

O País de Gales ficou em choque. De costas Pelé mata no peito, sobre o zagueiro um leve toque, chuta macio no canto direito.

Contra a França, Pelé marcou três gols dos cinco do Brasil. Espetáculo pra quem acompanhou. Um futebol como nunca se viu.

Contra a Suécia, a consagração. A conquista do Mundial. O Brasil de Pelé campeão. O futebol tinha um rei afinal.

Cruzamento alto no peito amortecido O lençol no zagueiro violento. O arqueiro salta aturdido.
O chute, Pelé marca o tento.

O jogo termina enfim, Em momento de rara beleza. Pelé marca de cabeça, e assim, confirmou a vitória com certeza.

No Rio-São Paulo, o Flamengo do Rio, pelo Santos, impiedosamente goleado. Sete a um no final foi o que se viu. E o time carioca saiu humilhado.

Pelé, o camisa dez do Santos. Seu corpo negro representa a nobreza. A branco da paz, nos quatro cantos. Desfila um futebol de poesia e beleza.

Na disputa do Paulistão, cinquenta e oito gols Pelé fez, mais um titulo de campeão. Para a Vila Belmiro levou outra vez.

Seis gols no Jabaquara e na Portuguesa Santista,
também no XV de Piracicaba e no time corintiano.
No Estadual, campanha jamais vista
consagrou o glorioso alvinegro praiano.

Sete gols no Jabaquara, Juventus e Sírio Libanês.
Oito gols no Ypiranga e Guarani, pelo Estadual.
Nove gols no Comercial o Santos fez
Ganhou de dez a zero do Nacional.

Santos e Palmeiras, consagrados. Conhecido como “O Clássico da Saudade”. Pelé e Ademir da Guia, iluminados. Em seus clubes esbanjaram genialidade.

Rio-São Paulo, um jogo inesquecível. Primeiro tempo Santos cinco a dois. Mas o Palmeiras numa reação incrível. Virou o jogo pouco tempo depois.

Segundo tempo Palmeiras seis a cinco. A torcida em êxtase estava emocionada. Mas o Santos com raça e afinco, Dois gols de Pepe, conseguiu a virada.

Nesta partida eletrizante. Torcedores não resistiram á emoção. Não aguentando esta peleja fascinante. Quem não resistiu foi o coração.

Começou ainda neste ano um tabu que se tornaria inesquecível. Por onze anos o alvinegro praiano diante do Corinthians foi invencível.

1959
Neste ano de cinquenta e nove, no Santos, só tinha craque. A beleza do futebol que comove. Pelé, Pepe e Pagão, três Pês que formavam o ataque.
E a sina de ser sempre campeão.

Rio-São Paulo, vencido pela vez primeira. Superando os grandes do futebol nacional. Conquistou o Troféu Tereza Herrera.
Levando a taça de forma magistral.

A final do Rio-São Paulo opôs Santos e Vasco duas grandes agremiações. Um belo espetáculo o Santos compôs. Pelé e Coutinho, três a zero para os campeões.

Na grande final, Santos e Botafogo Troféu Tereza Herrera na Espanha. Uma constelação de craques neste jogo. Quatro a um, o Santos é quem ganha.

Lalá, Getúlio, Ramiro e Pavão.
Zito, Dorval, Jair, Afonsinho.
Álvaro, Pelé, Pepe e Mourão.
Formiga e o garoto Coutinho.

Pepe batendo penalidade.
Pelé faz o segundo em chute cruzado
Passe de Pepe, Coutinho faz com facilidade.
Chute de Pepe, quarto gol marcado.

Troféu João Cintro e Torneio de Valência.
Sete a um na Internazionale de Milão.
Mantendo no futebol a excelência,
fez também vitoriosa excursão.

Contra o Juventus Pelé marcou, gol de beleza fenomenal. Quem viu, para o mundo contou obra prima que foi este lance genial.

A torcida juventina
Xingava e pegava no pé.
Deles era a sina
ver obra prima de Pelé.

Após gol antológico
Pelé saiu socando o ar.
Este foi um gesto folclórico
do rei para gols comemorar.

Pelé deu chapéus em três zagueiros, Isso dentro da grande área, ele fez. Encobriu também o goleiro, concluiu de cabeça por sua vez.

A torcida se pôs de pé, Aplaudindo o que viram ali. Este gol marcado por Pelé, chamou-se “Gol da Javari”.

Como diria Armando Nogueira: Pelé é uma força intangível da natureza. Atravessa seus marcadores, é arco, é flecha certeira. Quem te deu tamanha habilidade e grandeza?

Primeiro giro pela América do Norte. Pentagonal do México, campeão. Com Pelé inspirado, mais forte. Santos rumo á consagração.

Venceu Chivas e Leon, sensacional. Jogar bonito, sua filosofia. Cinco a zero no América local. Uda Duklas Plaga da Tchecoslováquia.
o Santos perdeu, mas não faz mal, mesmo assim o titulo conquistaria.

Na Espanha, um amistoso, contra o Barcelona no Camp Now. O Santos com um futebol maravilhoso deu nos catalães verdadeiro show.

Foi cinco a um o placar final. O Santos mostrou o futebol como é. Foram dois gols de Dorval, um de Coutinho e dois de Pelé.

1960
Na década de sessenta o Santos fazia excursões pelo mundo inteiro. Levando a vários países a alegria; e a magia do futebol brasileiro.

Pela América e Europa fazia excursões. Todos queriam ver o Santos de Pelé jogar. Terra batida ou grandes estádios, este time de campeões, encantava e jogava sempre pra ganhar.

O Santos se impõe neste ano,
e mostra mais uma faceta.
Goleada do alvinegro praiano.
Doze a um na Ponte Preta.

Goleadas em Ponte Preta e Jabaquara.
Com o Corinthians não foi diferente.
De marcar gols o time não para.
vencendo qualquer adversário a sua frente.

América, Taubaté, Ferroviária
Do show santista, coadjuvantes.
Santos, esta equipe extraordinária
és a maior entre as gigantes.

Jogou com Universitário
e Independiente de Medelín.
Praticando futebol além do imaginário
sempre se impunha no fim.

América de Cali e Sporting Cristal,
Milionários e Alianza de Lima,
sofreram gols deste time fenomenal.
Cada gol de Pelé, uma obra prima.

Goleou a Seleção da Polônia.
O Santos jogava sem lero-lero.
Deixando o adversário com insônia.
O Anderlecht perdeu de seis a zero.

Mistura de talento e eficiência
desfilando seu futebol.
Venceu Toulouse e Valência,
e empatou com o Espanhol.

Jogando na Alemanha
com talento o Santos se move.
Do TSV München ganha.
A goleada chegou a nove.

Amistosos pela Europa
Ao Royal Beershot impõe revés.
Time belga levou de gols a quota.
O Santos ganhou de dez.

Este foi um ano muito feliz. O Santos mantém a escrita, ganha o Torneio de Paris, também é campeão paulista.

O Santos não escolhia plateia: Príncipes, reis, presidentes e sultões. Também o povo humilde, a torcida plebeia, aplaudia este Santos, o maior dos campeões.

Na Itália, Juventus, Milan, Roma, Inter de Milão. Real Madrid, Sevilha e Barcelona da Espanha. PSG e Racing na França; Santos em ação. Schalke 04 e Nuremberg na Alemanha.

Contra o Stade de Reims da França
dentro da área em pouco espaço,
Pelé dribla cinco e com confiança
chuta para marcar um golaço.

O Santos venceu por cinco a três.
Pela torcida rival foi aplaudido.
Foi quatro a um no Racing francês.
Torneio de Paris assim foi vencido.

O Troféu Gialorosso, no País da Bota, Santos, futebol de talento que se soma. Acrescentando muitos gols em sua quota. Venceu na final a equipe da Roma.

Ao vencer o Sheffield da Inglaterra. Falou-se da Elite de Ébano do futebol mundial. Diziam que o Santos era o maior time da terra, e que jogava um futebol sobrenatural.

Daily Mail jornal inglês
Brian Adams jornalista
Falou assim por sua vez
sobre o esquadrão santista:

O futebol dos brasileiros,
chega ao sobrenatural.
Neste esporte são os primeiros.
Praticam com arte sem igual.

Quem sabe não seja talvez
de todos o brasileiros com certeza.
mas do Santos de Pelé por sua vez
da década de sessenta, que beleza.

A pelota tocada de pé em pé. Artistas da bola dando seu show. Quando ela chegava a Pelé. Invariavelmente seguia para o gol.

Artistas desenhando obras de arte. Com a bola seguindo obediente pelo gramado. Uns diziam que seu futebol era de Marte. Outros, que eram homens com um dom sagrado.

Nunca houve, nem haverá um time assim. Que fazia do campo de futebol uma tela. Transformavam a bola em pincel, para enfim pintar no gramado uma linda aquarela.



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